terça-feira, 25 de novembro de 2008

Eu não podia acreditar, mas era tu mesmo que estava parado a minha frente. Não queria dizer que eu o tenha esperado. Mas apareceste, assim, como costumas chegar. Tão lindo e fascinante. A mesma barba por fazer, os mesmos grandes olhos, o mesmo sorriso maroto, o mesmo perfume e a mesma descrença. A sensação de tê-lo novamente tão próximo, fora reconfortante, o mesmo frio na barriga. Não sabia como agir diante de ti, me pegaste de surpresa, o impacto calou-me. E uma emoção enorme tomava conta do meu coração, e eu não sabia direito se devia abraçá-lo, se devia sorrir ou se devia beijá-lo. Não, eu não sabia mesmo como proceder diante de ti, só sabia de uma coisa. O teu sorriso ainda descompassa o coração. E quando se aproximou, lentamente, deixou-me sentir tua respiração, eu soube da enorme falta que fazes. Soube que durante todo esse tempo o que vivi foram pequenas ilusões, tolas e triviais, nada comparado a paixão louca que senti por ti. Soube também que seria incapaz de esquecê-lo por um dia sequer.
Texto deveras antigo.
22/08/2005

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