quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008


"Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade."


-Ailin Aleixo-

As vezes a gente tenta procurar motivo pra tanta coisa e quando para pra pensar, vemos que muitas não há nenhuma explicaçao. Não pelo fato de faltar importância ou faltar sentimentos verdadeiros, mas por ser tão novo e único que não há explicaçao alguma.E como as pessoas são diferentes, não é mesmo! Tenho aprendindo a respeitar e amar quem eu já amo cada vez mais por aceitar as diferenças e ver que o que eu vejo, pode ter outro significado que nem sabia que poderia existir, e isso só tem me feito crescer!Não é nada fácil ver a pessoa que te completa longe, realmente o amor não basta! Não sou hipócrita, eu quero beijos sem fim, abraços profundos e olho no olho. Mas chega um momento que surge na sua vida a pessoa diferente de todas, que pode estar em outra galáxia, mas que só dela que você quer tudo isso e mais um pouco e só para ela que você pode oferecer suas melhores coisas...Amor não basta, mas é por amor que posso ver que esperar que o destino resolva tudo é um grande erro. Que destino é esse que trouxe a melhor pessoa e me deixa a 150 km de distancia? Eu realmente não posso esperar por ele não é mesmo?! E é por isso que todo meu medo está desaparecendo, aos poucos. Não posso ficar parada deixando que a dor da saudade me consuma!Sempre lutei por tudo que quis, e se eu luto é porque acredito que realmente vale a pena...
Eu me transbordo de sentimentos exacerbados ^^
E eu sinto p msm cheiro sempre que penso em coisas boas!

Pela primeira vez sinto o que pensei que jamais experimentaria. Pela primeira vez deixo livre o objeto do meu desejo para que volte a mim somente se for para tê-lo comigo. Somente se for para voltar.

Tão controladora. Sempre medi palavras, ascultei respirações para checar se os momentos entre elas indicavam algo que poderia não ser bom (de acordo com o meu ponto de vista, claro). Escarafunchava, pensava, analisava cada ato, vocábulo não proferido—e, inevitavelmente, vivia mais o que jamais aconteceu do que o que efetivamente acontecia. E também, inevitavelmente, sofria. Chorava. Ardia.

Mas cansei de tanto drama. Cansei de tantos lenços de papel, horas ao telefone, soluços abafados e optei pela sinceridade. Simplesmente quis dizer o que disse, sem simulações ou ironias. O resultado é que hoje não mais preciso, assim como de ar, que alguém esteja comigo. Hoje, anseio por alguém que fique comigo porque queira verdadeiramente estar. Porque sinta o impulso de permanecer, sem mais complicações. Porque olhe para mim e me veja.

Troquei a necessidade patológica pelo desejo verdadeiro. Acho, progredi.

Mas não foi fácil. O caminho até aqui foi esburacado. Muita vezes, quebrei o eixo, fiquei largada na estrada achando que pereceria. Mas (outro aprendizado precioso) sempre aparece alguém para ajudar. Às vezes um caminhoneiro. Às vezes um gentleman. Tudo depende do tipo de lição que precisamos aprender.

E sempre precisamos.

A capacidade de esquecer é o que existe de mais precioso sobre a face da terra, sob as nossas faces. Amar é indubitavelmente mais magnânimo, mas não é tão essencial quanto o esquecimento: é ele que nos mantém vivos. O amor torna a paisagem mais bonita, mas é o bálsamo curativo do esquecimento que nos faz ter vontade de abrir os olhos para vê-la. A paixão empresta um sentido quase mítico aos dias, mas é esquecer da excruciante tristeza perante a morte dela que nos torna aptos para nos encantarmos novamente dali a pouco.
Já esqueci amores inesquecíveis e sobrevivi a paixões que, tinha convicção, me aniquilariam se terminassem. Às vezes cruzo na rua com fantasmas que já foram muito vivos na minha história e não deixo de sentir uma certa melancolia por perceber que aquele rosto um dia pleno de significado se tornou tão relevante quanto um outdoor de pasta de dente. Algumas pessoas são apagadas da memória como filmes desimportantes. Sem maldade o intenção; apenas esmaecem até desaparecer. Mas é mesmo impossível nos lembrar de todos os que passaram por nós: gente demais, espaço de menos. Da mesma forma que minha história está repleta de coadjuvantes e figurantes que, irrefletidamente, se auto-proclamavam protagonistas, eu devo ser a personagem cômica da história de alguém. Ninguém se esquiva da experiência constrangedora de bancar o bobo da corte no reino de outro.
Mas esse oco de significado não vem sem um certo pesar. É ruim notar que já não dizemos praticamente nada para quem importou tanto. Na verdade é dolorido ser olvidado: não é fácil encarar que não somos insubstituíveis e que nossa saída displicente abre uma possibilidade de entrada tão desejada por outros. Mas só nos desenroscamos e seguimos nosso rumo natural, em frente, quando eliminamos alguns seres que, caso contrário, nos prenderiam aos emaranhantes aguapés de recordações.
"Há pessoas que ficam doendo com a lembrança de outra pessoa, entra ano, sai ano, virando e revirando o caleidoscópio, olhando como caem e de dispõe as cores e os cristais do sofrimento" (Paulo Mendes Campos).
O passado deve ser mantido no lugar dele e não trazido nas costas feito mochila de viajante, lotado com os erros cometidos e alegrias jamais revividas. Para ser feliz é necessário pouca coisa além se livrar do excesso de carga e esquecer as coisas certas. É útil também jamais perder de vista um detalhe, afixá-lo no espelho do banheiro, repetir como um mantra: absolutamente nada é pra sempre, nem sentimentos que parecem ser. Nunca mais haverá amor como aquele? Ótimo, porque o novo é tão imenso que seria um desperdício se algo se repetisse.
Todo mundo passa. E é bom que seja assim.

O que, raios, é fazer amor?

Sempre achei essa expressão coisa de menina virgem do interior ansiosa por uma fusão romântica-orgásmica-amorosa-eterna. E, inevitavelmente, a pobrezinha passaria o resto da vida amuada, copulando com um cara muito mais interessado no campeonato mineiro de futebol do que em fazê-la gozar. Ou feliz.

Nunca acreditei nessa história de demonstrar todo o sentimento que vai por dentro através da união mágica dos corpos. Acho uma pentelhação sem fim filmes românticos em que o casal enamorado transa à luz trepidante de velas, inebriado pela brisa, sussurra palavras de devoção eterna ao pé do ouvido e, ao final, repousam nos braços um do outro sem uma gota de suor e com todos os pêlos no lugar. Pelamordedeus! Sexo é incrível porque é irracional, animal. Porque, naquele momento, você se esquece. Perde-se. Une-se ao outro e, somados, viram energia, gozo, loucura temporária. Sexo é incrível porque é insano, vem das entranhas. E havendo tesão, química (e quase sempre um pouco de álcool), pode ser muito bom mesmo sem amor.

Seja lá como for, amor não se faz. Amor se sente. Amor se dá, se doa. A materialização física do amor pode ser carinho, pode ser cafuné. Pode ser sexo. Apesar de ser uma ferramenta poderosa, ninguém ama através dele. Hoje sei que existe uma diferença colossal entre trepar e transar com quem se ama—o primeiro é uma atividade aeróbica. O segundo, é uma união do corpo com o coração. É ter prazer em provocar prazer. É importar-se com as pequenas reações do outro, é catalogar mentalmente tudo o que causa arrepio, tesão, gemidos. É ficar feliz em sentir a pele, em encaixar o corpo, em respirar perto do pescoço.

Para mim, fazer amor é muito mais que um jeito meiguinho e politicamente correto de se referir ao sexo. Para mim, fazer amor é estar com quem se ama do jeito que se gosta; sem moralismos, com risos. Depois, ficar na cama conversando. Ou dormindo. Ao acordar, ir à geladeira trazer água. É pegar duas toalhas de banho no armário. Perguntar aonde vamos comer depois. Dar um abraço ao caminho do elevador. É entregar-se a viver o dia-o-dia.

Sendo assim, quero mais é fazer amor por toda a minha vida.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


Talvez, se esperassemos menos dos outros, nos decepcionaríamos menos também. Mas às vezes quando gostamos muito de alguém, esquecemos que são humanos e insistimos em pensar que são perfeitos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


Quando o sonho chegou,
Eu prendi minha respiração com meus olhos fechados.
Eu fiquei louca, como um dia do anel de fumaça
Quando o ventro sopra...
Embora o outro lado seja exatamente o mesmo,
Você pode perceber que meu sonho é real.
Porque eu te amo, você consegue me entender agora?
Embora nos precipitemos adiante para economizar nosso tempo,
Nós somos apenas o que sentimos.
E eu te amo, você pode sentir isso agora?

(ao dono de meus suspiros..)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008


Corações trancados... conheci alguns homens essencialmente mata-mata, que saem com uma mulher até conquistá-la, fazer sexo com ela e depois desaparecem. Fazem isso por anos a fio, sem o menor sentimento ou intenção de se apegar emocionalmente. Não tenho a menor dúvida que esses homens procuram melhorar a auto estima com isso, mostrando a si mesmos que podem, que são virís, que são sedutores e fortes a ponto de não se envolver. Só que no fundo são fracos, porque têm medo do sentimento. Sentir dá medo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


-sabe quando paramos e começamos a pensar no que realmente é real[?] se bem que jamais conseguiremos destiguir a realidade do sonho, porque muitas vezes aquilo que temos mais certeza, desmorona e nos da um tapa enorme na cara e passamos a desacreditar das coisas da vida. e depois outra coisa acontece [ a esperança reluz] e passamos mais uma vez a acreditar, mas o medo persiste. algumas coisas para sempre hão de nos machucar, mas outras nos fazem ter forçar pra continuar.