O primeiro passo pra escrever, é querer escrever. É gostar de escrever. Eu adoro palavras. Palavras feias, palavras bonitas, palavras comuns, palavras difíceis, palavras engraçadas. Tanta coisa que podemos fazer com as palavras! Em questão de eficiência no quesito comunicação, a palavra fica em segundo lugar, seja ela falada ou escrita. Eu, particularmente, prefiro a escrita. Não que eu não goste da palavra falada, eu gosto! Mas escrever é uma das minhas paixões.
Talvez por ter crescido ouvindo que "temos dois ouvidos para ouvir e apenas uma boca para falar", eu nunca fui de muitas palavras, só para o desnecessário. Gosto de conversar, mas geralmente mais ouço do que falo (modéstia à parte, sou uma ótima ouvinte).Não sei porque gosto de escrever. Sério, não sei. Meu gosto pela escrita se encaixa naquelas coisas que a gente não consegue achar um porque de serem... Elas simplesmente são. Mas talvez exista uma razão específica para eu me sentir tão bem quando passo minhas idéias para o papel. Um papel em branco é zona de livre pensamento.
Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Sabe, desde que eu era criança, nunca gostei do cravo-da-índia que vinha espetado no docinho de coco. Às vezes, desavisada, mastigava o cravo-da-índia junto com o resto do docinho, cuspia fora na mesma hora, de tão ruim que era o troço (sabe como é, criança pequena não tem modos. Depois de crescida, já era involuntário tirar o cravo antes de botar na boca). Nunca (e não é sensacionalismo típico da blogosfera, colega. Quando eu digo nunca, é NUN-CA) conheci ninguém que comesse o CDI (e estamos abreviando porque a blogueira tem complexo de Garfield). Ele sempre ficava embrulhado dentro das caixetinhas de doces (e tapetinhos, nos aniversários mais chiques), que eu amassava antes de deixar em cima da mesa ou jogar no chão (ler p.s.²). Fala sério, esse CDI não serve pra nada, totalmente inútil.
E me despeço levantando uma singela questão: PORQUE NINGUÉM NUNCA SIMPLESMENTE TEVE A IDÉIA DE NÃO COLOCAR OS MALDITOS CRAVOS-DA-ÍNDIA NO DOCINHO DE COCO?
P.s.¹: Meu docinho preferido é o amado brigadeiro. Ainda bem que ele não acompanha um CDI, senão o barraco que eu faria tomaria proporções pandemônicas.
P.s.²: Sim, eu jogava a caixetinha do docinho no chão. Sim, eu era uma criança mal-educada. Sim, eu vou pro inferno. E daí? Se você está lendo esse blog agora, você também vai, porque ele está amaldiçoado. Tão amaldiçoado quando a fita do chamado. Você terá que fazer com que outra pessoa leia o canetas&palavras, caso queira escapar vivo dessa, meu caro.
E me despeço levantando uma singela questão: PORQUE NINGUÉM NUNCA SIMPLESMENTE TEVE A IDÉIA DE NÃO COLOCAR OS MALDITOS CRAVOS-DA-ÍNDIA NO DOCINHO DE COCO?
P.s.¹: Meu docinho preferido é o amado brigadeiro. Ainda bem que ele não acompanha um CDI, senão o barraco que eu faria tomaria proporções pandemônicas.
P.s.²: Sim, eu jogava a caixetinha do docinho no chão. Sim, eu era uma criança mal-educada. Sim, eu vou pro inferno. E daí? Se você está lendo esse blog agora, você também vai, porque ele está amaldiçoado. Tão amaldiçoado quando a fita do chamado. Você terá que fazer com que outra pessoa leia o canetas&palavras, caso queira escapar vivo dessa, meu caro.
Eu estou há dias tentando escrever algo decente sobre o fim de ano, mas o espírito natalino ainda não chegou por essas bandas. Talvez seja porque fim de ano sempre significa muitas coisas pra resolver em muito pouco tempo. Ou então, simplesmente porque o natal me agonia. Ok, não exatamente a ceia de natal, que eu acho o máximo (acredite, não há maior fã de confraternizações - com direito a amigo invisível - que eu), mas talvez a época.
Quando eu chego em casa e me deparo com a árvore montada, vem aquela sensação de "Mas já?!", e então cai a ficha. O ano está acabando. "O ano está acabando" "eu não cumpri nem metade das minhas resoluções para 2008" "EU AINDA NÃO COMPREI NENHUM PRESENTE".
Eu sempre tive problemas com o fim. O ar natalino fica constantemente me lembrando que o ano está acabando, e eu não gosto quando as coisas acabam. Principalmente esse ano, que eu fechei com chave de ouro porque eu tenho ao meu lado a jóia mais preciosa.
Na verdade, essa urgência do fim é boa em um aspecto: Dá um gás a mais para resolvermos as pendências. Por isso, até 2009, ainda dá tempo de começar aquela tattoo, pintar o carro, fazer as pazes com os irmãos, comentar no canetas&palavras...
Não deixe que suas pendências virem o ano com você! Eu estou fazendo das tripas coração para me resolver antes do fim. E você?
P.s.¹: Ando pensando seriamente em vender meu corpo. Não vejo outra maneira de conseguir dinheiro suficiente para comprar todos os presentes que tenho que dar. Mas meu amor disse que já foi vendido pra ele! hahahahaha
Quando eu chego em casa e me deparo com a árvore montada, vem aquela sensação de "Mas já?!", e então cai a ficha. O ano está acabando. "O ano está acabando" "eu não cumpri nem metade das minhas resoluções para 2008" "EU AINDA NÃO COMPREI NENHUM PRESENTE".
Eu sempre tive problemas com o fim. O ar natalino fica constantemente me lembrando que o ano está acabando, e eu não gosto quando as coisas acabam. Principalmente esse ano, que eu fechei com chave de ouro porque eu tenho ao meu lado a jóia mais preciosa.
Na verdade, essa urgência do fim é boa em um aspecto: Dá um gás a mais para resolvermos as pendências. Por isso, até 2009, ainda dá tempo de começar aquela tattoo, pintar o carro, fazer as pazes com os irmãos, comentar no canetas&palavras...
Não deixe que suas pendências virem o ano com você! Eu estou fazendo das tripas coração para me resolver antes do fim. E você?
P.s.¹: Ando pensando seriamente em vender meu corpo. Não vejo outra maneira de conseguir dinheiro suficiente para comprar todos os presentes que tenho que dar. Mas meu amor disse que já foi vendido pra ele! hahahahaha
Sábado, 27 de Dezembro de 2008
A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, NUNCA, de jeito nenhum é: amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos. :D
O que a gente não pode mesmo, NUNCA, de jeito nenhum é: amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos. :D
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" (...)achei que desta vez era o fim. Mas não era uma overdose, era só vinagre. Perdi toda a resistência e meu corpo não me obedecia mais. Foi assim que os outros morreram. Muitas vezes, depois de uma picada eles perdiam a consciência. E um dia eles não acordavam mais. Não sei mas por que tive tanto medo de morrer. De morrer só. Os drogados morrem sos. Mais freqüentemente em banheiros fedorentos. Tive então, uma verdadeira vontade de morrer. No fundo não esperava por outra coisa. Não sabia o que estava fazendo no mundo. Antes, eu também não sabia muito bem. Mas um viciado vive para que? Para se destruir e destruir aos outros? Pensei, naquela tarde, que seria melhor que eu tivesse morrido, mesmo que fosse só pelo amor a minha mãe. De qualquer forma, não sabia mais se existia ou não"
~[Eu, Christiane F - 13 anos: Drogada, Prostituída]
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" (...)achei que desta vez era o fim. Mas não era uma overdose, era só vinagre. Perdi toda a resistência e meu corpo não me obedecia mais. Foi assim que os outros morreram. Muitas vezes, depois de uma picada eles perdiam a consciência. E um dia eles não acordavam mais. Não sei mas por que tive tanto medo de morrer. De morrer só. Os drogados morrem sos. Mais freqüentemente em banheiros fedorentos. Tive então, uma verdadeira vontade de morrer. No fundo não esperava por outra coisa. Não sabia o que estava fazendo no mundo. Antes, eu também não sabia muito bem. Mas um viciado vive para que? Para se destruir e destruir aos outros? Pensei, naquela tarde, que seria melhor que eu tivesse morrido, mesmo que fosse só pelo amor a minha mãe. De qualquer forma, não sabia mais se existia ou não"
~[Eu, Christiane F - 13 anos: Drogada, Prostituída]
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"Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito: gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
TENHO visto muito amor por aí, amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bo-ni-tos! Belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não...
Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança e sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
NÃO TEMA o romantismo. DERRUBE as cercas da opinião alheia Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, AME. Siga o destino dos sentimentos aqui e AGORA.
NÃO tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança sem medo de dizer: eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto) sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma, cuide da voz, cuide da fala, cuide do cuidado, cuide do carinho, cuide de VOCÊ.
AME-SE o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."
TENHO visto muito amor por aí, amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bo-ni-tos! Belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não...
Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança e sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
NÃO TEMA o romantismo. DERRUBE as cercas da opinião alheia Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, AME. Siga o destino dos sentimentos aqui e AGORA.
NÃO tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança sem medo de dizer: eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto) sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma, cuide da voz, cuide da fala, cuide do cuidado, cuide do carinho, cuide de VOCÊ.
AME-SE o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."
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