quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Um dia você vai estar sozinho, vai fechar seus olhos e não verá mais nada ao seu redor. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum pra discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há ninguem solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou passar a mão em seus cabelos até que seus problemas desapareçam. Nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai lembrar da importancia que te dei e do meu sorriso. Virão um desespero de memórias do que fazíamos, da minha preocupação com você e só vão ter algumas músicas repetindo no seu rádio: as nossas. Por um momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer muito pra ter tudo de volta... E isso se chama saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando você finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela poderá estar muito bem trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos ensinarão o que é lágrima de verdade, aquelas que ardem tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com os mesmos olhos encantados, você encontrará a solidão. A partir daí o que acontecer é surpresa. E provavelmente o remédio pra todas essas sensações será o tal do tempo que você tanto quis e tanto falava...
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