quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Se perdem gestos, cartas de amor, malas, parentes. Se perdem vozes, cidades, países, amigos. Romances perdidos, objetos perdidos, histórias se perdem. Se perde o que fomos, o que queriamos ser. Se perde o momento, mas não existe perda... Existe movimento. Seja como for, é uma dor que dói no peito. Ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios, perdemos a noção da hora. E nas nossas noites eternas, confundi tanto as nossas pernas... Agora com que pernas devo seguir? Na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu... Quando o silêncio não deixa respirar, nem a amarga brisa toma o lugar do vazio. Quem me dera teus olhos pudessem ver por trás dos meus [...] Por vezes eu quis tanto que meu corpo sumisse no ar só pra não ter que escolher, só pra não ter que voltar [...] E eu nem ouço a banda tocar, em teus braços me deixo levar, porque hoje o sol nasceu declarando o fim destas lágrimas e eu vou jogar aos céus meus braços e não olhar mais para trás. Clareio teu rosto, te faço meu sonho pra que entre eu e você não existam segredos. E se te peço perdão, é porque te amo. Hoje sei que sem você, não sou vida. Sou dor, amargura, vazio e ferida. Salva este coração... E porque não? A vida me tem sido tão atenciosa, que jamais me negaria. Quem me abraça e orienta, será que nunca vai me mudar? É só fingir que estamos firmes no chão e nada vai acontecer [...] Não consegui entender porque minha vida tem sido um roteiro de cicatrizes, mas eu não quero voltar. Porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar? As pessoas vão e vem e é tudo tão confuso, e as vezes tudo em que digo acreditar parece tão idiota e eu nem sei se já fui derrotada antes mesmo de erguer minhas armas as nuvens. Eu sei, parece importante ficar em silêncio. Tudo é tão sem querer, então diz pra mim, porque hoje é assim? Eu sinto tanta falta de você. Faz diferença estar bem. Então diz pra mim que tudo vai passar [...] Não é pedir demais querer ficar em paz, trancar as portas e dizer pro mundo que morremos. Fica então aqui, que é tão ruim estar assim. E eu já não quero mais silêncio. Então me abraça, que é só você que eu quero e eu quero ser tudo pra te ver sorrir [...] Carregamos tantos vícios que já não há virtudes pra contar. Cultivamos precipícios em que despencamos sem pensar. Porque agora eu vejo as coisas bem melhores e não vou deixar você partir. Eu não posso pensar em nada desde que você não esteja aqui. Talvez precise bem mais que um sorriso incapaz de me prender a atenção, mas foi tão bonito estarmos sentados aqui sem dizer nada. Só sei que quero voltar a acreditar que a vida seja mais que um horizonte. Não posso continuar a acreditar que a vida seja algo tão distante... Hoje amanheceu e eu pensei que talvez a tristeza não fosse mais voltar aqui, e me oferecer um cigarro ou outra distração qualquer. Sei que ninguém tem culpa e que já não há como cicatrizar o que o tempo feriu demais. E eu estive deixando a chuva escorrer pelas feridas, pra jamais você se esquecer que enquanto você dorme, eu zelo por ti... É só mais um dia comum em que o céu desaba e estrelas de lata ferem nossas mãos [...] Se for pra ver você me dar um sorriso, eu fico horas na chuva. Por mim tudo bem, não importa. Só de sentir que o mundo não será tão ruim enquanto você estiver lá por mim... A primeira vez que eu vi você passar eu estava tão distraído, e você chegou para mudar minha vida. Você é tudo que eu sempre quis. Quem mandou me fazer tão feliz? Eu vou roubar você para mim.... Sei que as vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas? Já me acostumei com a tua voz, com teu rosto e teu olhar. Quando não estás aqui, sinto falta de mim mesmo. Eu queria ver no escuro do mundo onde está o que você quer. As vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais. Teu gosto, teu rosto, tudo que não me deixa em paz...

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