quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Também não sei quando bem quando foi.
Não saberia analisar o momento exato em que eu soube que seríamos para sempre.
Deve ter sido numa dessas vezes em que é final de festa, todos estão um tanto bêbados com a cerveja meio quente e tu ainda estás saboreando a primeira latinha, já quase não ri das coisas que são ditas, envolve o braço esquerdo sobre mim e diz: "Mais vinte minutos e vamos embora". E eu fico esperançado projetando mentalmente que poderemos dormir cerca de sete horas em forma de "conchinha".
Ou pode ser aquele dia em que colocou no prato um grande pedaço de panetone e separou com a destreza de um cirurgião as frutas cristalizadas uma a uma, deixando no canto do prato e quando eu te perguntei o porquê dessa implicância você falou: "Prefiro as frutas vivas". Eu não entendi muito bem, mas me deu um sorriso e nesse momento você me ganhou.
Ou vai ver que foi naquele sábado chuvoso, quando não queríamos por nada do mundo sairmos de casa. Só que daí eu disse: "Vontade de um expresso". E você falou: "E uma fatia de torta, com ovos moles. O que achas?". Eu ainda cogitei dizer que estava tentando cortar os doces, que queria diminuir os carboidratos, mas nesse meio tempo você já estava de pé, colocando o casaco azul turquesa e procurando o guarda-chuva prateado. E eu cedi aos teus encantos e a essa tua doçura incontrolável.

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