quarta-feira, 23 de julho de 2008

A flor que me fala hoje. Invadiu minha rua, meu bosque, minha mente.

Estranhos Frutos,
As árvores do Sul suportam estranhos frutos,
Sangue nas folhas,
Sangue na raiz,
Corpos negros balançando na brisa do Sul,
Estranhos frutos pendurados nas árvores de madeira branca...
Cena do campo do nobre Sul,
Os olhos arregalados e as bocas torcidas,
O doce perfume da magnólia e frescor,
E de repente o cheiro de carne queimada...
Eis um fruto para o corvo bicar,
Para a chuva vincar,
Para o vento sugar,
Para o sol estragar,
Para a árvore derrubar,
Nesta estranha e amarga colheita.

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